Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

Inês de Paris em Lisboa

Portugal gosta de gastar milhões e discutir tostões. As viagens da deputada Inês   de Medeiros a Paris tornaram-se uma novela humilhante para a própria e, sejamos honestos, pouco dignificante para o Parlamento. Se ela foi eleita e tem a família e casa em Paris, não se compreende a polémica sobre o seu evidente direito a viagens semanais. Pode questionar-se a escolha para as listas de deputados de pessoas que vivam em Paris, Londres, Pequim ou na Conchichina. Mas, enquanto não se legislar em sentido contrário, um cidadão português que vive no estrangeiro tem o mesmo direito de ser deputado do que outro que mora em Sintra, no Fogueteiro ou nas Caldas Rainha. Se isto é um luxo incomportável, então, mude-se  a lei. Voltemos aos factos: o Parlamento gastará seis mil euros com Inês. É muito? Se ela vivesse na Rinchoa, gastar-se-ia, de facto, menos. Aposto, todavia, que, não será de longe nem de perto, o maior desperdício na casa da Democracia…

publicado por afacevisivel às 00:07
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3 comentários:
De Ricardo S. a 23 de Abril de 2010 às 00:32
Não posso concordar consigo, não podemos considerar uma despesa pública desnecessária, algo sem significado. Há quem viva longe do seu emprego e seja obrigado apanhar transportes públicos e não tem o governo ajudar. Isso é um luxo o que essa senhora quer. Mas respeito a sua opiniao.


De Amêijoa Fresca a 23 de Abril de 2010 às 10:42
Por falar nesses "tostões" para a deputada: beati monoculi in terra caecorum. Ou seja,...

Muito fazem por um parecer
para revelar a brancura
do regime a apodrecer
disfarçado de vil frescura.

Nas teias enganadoras
destes tempos enlaçados
lápides reveladoras
cobrem seres acossados.


De Bruno Sarkosi a 27 de Abril de 2010 às 08:05
E a minha Bruna não tem direito a nada?
É que ela canta bem e eu estou disposto a que ela vá até Portugal por uma época para ver se a Bruna se dissipa em França.E eu possa brilhar.
Até já lhe comprei uma "valize".E Pedi ao Maestro Medeiros para compor uma nova música para a marcha do Fogueteiro "à Paris".
Oh Senhor Miguel: como jurista proponha uma nova lei.Porque até já há video conferencia disponível na Assembleia.
A Inês poderia assim intervir mais vezes (e eu até gosto dela).E o preço do bilhete seria mais barato.Era só o preço dos impulsos.


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