Quinta-feira, 20 de Maio de 2010

A ausência de desculpas em Sócrates reforça o mito da sua determinação inquebrável

Um político deve pedir desculpa aos seus eleitores por aumentar os impostos ou congelar os salários? Deve penitenciar-se quando o défice aumenta e o endividamento dispara? A ausência de desculpas em Sócrates reforça o mito da sua determinação inquebrável. Um pedido de desculpas, como o de Passos Coelho, humaniza, mas, causa estranheza e segundas interpretações. O bom senso aconselha o arrependimento quando se mente ou se prejudica deliberadamente o país – mas, frequentemente, o pecador não partilha a má consciência com terceiros, guarda-a para si e trata dela nas suas memórias. Em política, o mal fica com quem o pratica. Normalmente até ao dia do juízo final – que costuma coincidir  com a data das eleições.

publicado por afacevisivel às 00:08
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1 comentário:
De José Confessor Policarpo a 20 de Maio de 2010 às 07:52
Sempre ouvi dizer:cá se fazem cá se pagam!!!
Na politica também será assim?
Ou será antes "cá se fazem.Eles pagam"?
Ovelha que berra é "pecado" que ganha?
Ou "bocado que perde"?
Talvez bocado que não se paga mas que muito se berra.


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