Terça-feira, 20 de Julho de 2010

Para que serve uma escola de negócios?

Uma tertúlia organizada pela EGE-Atlantic Business School e moderada por Alberto de Castro responde, com distinção, à pergunta que serve de título a este texto. Uma escola de negócios deve ter espaços de respiração, de liberdade e até de especulação que ajudem a compreender o caminho que nos leva ao futuro. Na tertúlia referida, a intervenção de José Fernando Pinto dos Santos questionou os paradigmas actuais, recorrendo aos conceitos de incerteza conhecida e de incerteza desconhecida – e é claramente com este último com que nos confrontamos hoje.  O professor do INSEAD, do MIT e da Católica do Porto defendeu que, na interrogação absoluta que marca o nosso tempo, a capacidade dos empresários de prever o futuro apenas existe nas aulas de MBA. A dinâmica da mudança coloca questões apaixonantes: O que acontecerá no futuro às multinacionais? A tendência, como disse Pinto dos Santos, será a criação de  empresas integradas em aglomerados de especialização industrial? As empresas que triunfarão serão as que se libertarem dos seus países? Haverá lugar para empresas locais que mantêm o seu modelo clássico de internacionalização? Valerá a pena citar, ainda mais uma vez, Pinto dos Santos e a sua ideia de que neste novo mundo, de absoluta imprevisibilidade, vencerão as empresas que recorrerem ao saber do passado como bússola para enfrentar mares desconhecidos. Na incerteza, o porto de abrigo parece ser o núcleo central de valores, a essência da empresa, mas, será, sobretudo, valorizada a sua capacidade de ver mais longe e buscar complementaridades onde quer que elas existam. Eis, também, a função de uma escola de negócios: não se limitar a ensinar modelos e teorias, mas, ajudar a pensar e a especular. O futuro está no que conhecemos e vivemos mas também naquilo que, por vezes, não ousamos pensar.

publicado por afacevisivel às 00:08
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1 comentário:
De José Faz Tudo a 20 de Julho de 2010 às 23:40
A resposta é simples para um Faz Tudo como eu:
as EN servem para tudo menos para fazer negócios para além do negócio que são os cursos.
Como diz um meu amigo espanhol professor de negócios:na sala fazemos uma charla.nas empresas fazemos negócios.Se nos deixarem...
As Escolas de Negócios são um negócio.Ponto.
Onde se estuda como se faz tudo (incluindo networking).No papel, no quadro,no teclado ou coffe break entre duas ligações de telemóvel, sms enviado, bolinho e café aviado.
Mas onde não se faz nada para além disto e de muito convivio e trabalho intelectual vulgo "voltar à escolinha".
E se isto for bem feito é um grande negócio.E bom para os negócios se a cabeça desanuviar das rotinas do dia a dia nas empresas.
Eu que sou Faz Tudo, gostava de ser professor numa escola de negócios.
Para passar de Faz Tudo a Faz Negócios.
Depois das aulas.
E dos case studies.
E de uma boa discussão dos mesmo com muita boa disposição.
E de uma valente especulação (de má lingua fica sempre bem e é divertido...) sobre os gestores de suceso temporário.
O Senhor Miguel Coutinho já andou numa Escola de Negócios?
Experiemnte uma com bom nome.
Vai ver que gosta.
Encontra-se lá malta porreira que até faz depois uns almoços e jantares de convivio para discutir as diferenças entre o curso e a realidade pós curso, à mikstura com as inevitáveis discussões dos Executivos sobre o Estado das Nações.Particularmente a de cada um.
Gostei do seu post:mais parecia que estva a lê-lo acabadinho de chegar de consultar um Oráculo em Delfos Oporto.


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