Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010

Casamento homossexual, abalo sísmico e candidatura presidencial

José Ribeiro e Castro é hoje o protagonista da novela “Há direita para além de Cavaco?”. Há que respeitar o profundo abalo sísmico que o casamento homossexual provocou na direita mais conservadora e também na mais retrógada.  E há que respeitar, pelo seu passado de intervenção cívica, muitos dos que insistem em manter acesa a indignação pelo não-veto de Cavaco Silva ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas, a transformação deste capital de queixa numa candidatura presidencial parece manifestamente excessivo. Salvaguardando as devidas distâncias – porque se trata de pessoas  inteligentes –, a candidatura à Direita corre o risco de ser vista como a réplica intelectualizada do movimento ‘Tea Party’ norte-americano. Inspirado por Sarah Palin, ex-candidata  a vice-presidente dos EUA e uma praticante assumida da ignorância e da intolerância à diversidade e ao direito de escolha sexual, o ‘Tea Party’ tem, também, nas suas hostes uma antiga activista e um movimento anti-masturbação. Um bom tema para discutir num chá das cinco. Mas, justificará uma candidatura presidencial?

publicado por afacevisivel às 00:07
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2 comentários:
De Joao Duarte a 24 de Setembro de 2010 às 10:51
Caro Miguel Coutinho, não é concerteza uma promulgação de um decreto lei que justifica uma candidatura presidencial, mas sim e não só, a incompreensível mensagem ao país que o Sr. Presidente nos presenteou para essa promulgação.
Depois de desmentir tudo o que foi dito durante o período em que se debateu esse tema, em que chegou a dizer que SÓ 7 países do mundo tinham tal legislação, que não era, antes pelo contrário, um sinal de retrocesso! Ao contrário do que foi afirmado pela esquerda, que tem certezas absolutas em tudo o que diz! Mas 7 é muito pouco, e não é significativo. O Sr. Presidente promulga a lei. Hoje em dia em primeiro lugar existem princípios éticos , que temos que respeitar e acima de tudo dar a conhecer os nossos, principalmente quando estamos num lugar de eleição directa.
O Sr. Presidente não só faltou a esse seu presumível principio ético, como no caso da lei da interrupção voluntária da gravidez o fez.
Penso, com tudo o respeito que o Sr. Presidente não merece o votos dos Portugueses, merecerá pela negativa, talvez por ser o menos mau.
É pena os portugueses estarem cada vez mais afastados dos políticos , mas talvez tenham razões para estar dado o presente artigo, em que a ética é esquecida.
Desafio os leitores a ler o artigo de opinião do Gonçalo Portocarrero d'Almada no Público de 2 de Junho 2010, "A Ética da Irresponsabilidade"
Gostava de votar sempre positivo, normalmente voto no menos mau!


De Sara a 24 de Setembro de 2010 às 16:35
Falta de ética é roubar. Não é de certeza duas pessoas adultas poderem escolher com quem casam e passam o resto da vida João Duarte. Isso é nada mais do que confusão de conceitos. Quanto ao presidente, sinalizou que discordava mas promulgou porque caso vetasse iria novamente a parlamento onde passaria. Ou seja, evitou que o país passasse mais tempo a discutir o óbvio, que pessoas adultas podem casar com quem desejam casar, sejam homens ou mulheres.


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